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ADÉLIA PINHEIRO DEFENDE MUDANÇA NA PERSONALIDADE JURÍDICA DA CEPLAC

ADÉLIA PINHEIRO DEFENDE MUDANÇA NA PERSONALIDADE JURÍDICA DA CEPLAC
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 28/08/2026 12h51

Candidata a deputada federal propõe que órgão assuma identidade própria e faça a gestão de seu legado técnico e científico

A candidata a deputada federal Adélia Pinheiro defendeu, em entrevista ao programa O Tabuleiro, da rádio Ilhéus FM, nesta sexta-feira (28), uma mudança na estrutura jurídica da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), com o objetivo de ampliar os investimentos públicos e fortalecer a atuação do órgão.

Questionada sobre o processo de sucateamento da CEPLAC e a importância da instituição para a lavoura cacaueira, Adélia explicou que a estrutura e as regras que orientavam o órgão no passado eram diferentes das atuais.

Segundo ela, a CEPLAC teve, em determinado período, maior liberdade de execução e financiamento relacionado às contribuições dos cacauicultores. Com mudanças na legislação, passou a se submeter ao regramento e à execução financeira próprios de uma instituição pública, o que, segundo Adélia, trouxe dificuldades para o funcionamento nos moldes anteriores.

A candidata também destacou o papel histórico da CEPLAC na região e sua relação com a criação da UESC. “A UESC é legado da CEPLAC”, afirmou Adélia, ao destacar os investimentos realizados pela comissão e a doação do terreno que contribuiu para a formação da universidade.

Ao falar sobre a atuação da CEPLAC durante o período de maior produção de cacau na região, Adélia ressaltou que o órgão atuava de forma planejada, antecipando necessidades da população e da produção. “A CEPLAC construiu uma ponte antes das pessoas pedirem a ponte, a CEPLAC abria estrada antes de haver um pedido”, disse.

Para Adélia, entretanto, a realidade mudou com as alterações na legislação e com a expansão das instituições responsáveis pela produção de conhecimento e tecnologia.

A candidata defendeu que a CEPLAC tenha uma personalidade jurídica própria e assuma sua identidade. Ela comparou a estrutura desejada com a das unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ressaltando, porém, que a CEPLAC possui uma trajetória diferente, inclusive pela atuação histórica na educação.

Adélia também afirmou que a produção de conhecimento sobre cacau e chocolate atualmente está distribuída entre universidades públicas, instituições federais e unidades da Embrapa.

Segundo ela, diante dessa nova realidade, é possível construir uma estrutura para que a CEPLAC faça a gestão ou curadoria de seu legado técnico e científico, além de articular as instituições que atualmente produzem conhecimento e tecnologia.

A proposta, conforme explicou, seria utilizar esse conhecimento para dar base a políticas públicas voltadas ao desenvolvimento, à consolidação e ao fortalecimento da cadeia cacau-chocolate na região, na Bahia e em outros estados onde a atividade está presente.

Ao ser questionada diretamente se defende uma mudança na personalidade jurídica da CEPLAC para possibilitar o retorno dos investimentos, Adélia respondeu de forma direta: “Exatamente.”

Confira a entrevista completa: 

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