DRONES GANHAM ESPAÇO NA FISCALIZAÇÃO, NO TURISMO E NO MERCADO PROFISSIONAL EM ILHÉUS
Curso para formação de pilotos será realizado em setembro e aborda operação, legislação, registro e uso profissional dos equipamentos
O uso de drones tem ampliado as possibilidades de monitoramento, fiscalização, produção de imagens e prestação de serviços. Em entrevista ao programa O Tabuleiro, da Rádio Ilhéus FM, nesta quarta-feira (26), Zedrone falou sobre a utilização dos equipamentos em rodovias, as áreas que podem ser exploradas profissionalmente, as novas regras para operação e o curso de formação de pilotos que será realizado em Ilhéus.
Ao comentar o uso dos drones no trânsito e nas rodovias, Zedrone confirmou que a tecnologia já é utilizada pela Polícia Rodoviária Federal para o monitoramento das estradas. Segundo ele, os equipamentos também podem auxiliar na identificação de situações de risco.
A discussão ganhou como exemplo um acidente recente na BA-649, envolvendo um carro e uma vaca. Para o entrevistado, o monitoramento por drones poderia contribuir para a prevenção de situações desse tipo, embora reconheça que existem outras formas de evitar acidentes.
Zedrone também chamou atenção para áreas ainda pouco exploradas profissionalmente em Ilhéus. Ele citou o crescimento do setor imobiliário e a possibilidade de utilização dos drones na produção de imagens para empreendimentos. O turismo também foi apontado como uma área com potencial, especialmente pela extensão do litoral de Ilhéus. “É uma área que pode ser explorada, que é pouco explorada por profissionais do segmento de drones”, afirmou.
CURSO TERÁ AULAS TEÓRICAS E PRÁTICAS
Zedrone anunciou a realização do terceiro curso de formação de pilotos de drone em 2026. O treinamento está marcado para o dia 5 de setembro, em Ilhéus, com carga horária de oito horas, aulas teóricas e práticas e certificado reconhecido.
O entrevistado explicou que houve mudanças nas normas relacionadas aos drones e destacou a necessidade de qualificação e registro para a operação dos equipamentos.
De acordo com Zedrone, antes das alterações, o peso do drone era utilizado como um dos critérios para determinar a necessidade de registro. Ele citou a regra anterior que dispensava do registro equipamentos com peso máximo de decolagem inferior a 250 gramas.
Segundo ele, com as mudanças, todos os drones precisam ser registrados, inclusive os utilizados de forma recreativa.
A preocupação, explicou, está também relacionada ao uso irregular dos equipamentos, inclusive em situações que podem atingir a privacidade de pessoas e propriedades.
Zedrone afirmou ainda que o piloto precisa ser qualificado e realizar uma prova gratuita para obter a certificação de operador. Segundo ele, o exame pode ser feito pelo site da Anac e serve para demonstrar que o operador conhece as normas em vigor.
Mesmo quem utiliza o drone apenas para recreação precisa realizar a prova, conforme explicou o entrevistado.
DRONE REGISTRADO PODE SER VENDIDO E TRANSFERIDO PARA OUTRO PROPRIETÁRIO
Durante a entrevista, Zedrone também explicou o que acontece quando o proprietário decide vender um drone registrado em seu nome.
Segundo ele, a transferência pode ser realizada dentro do sistema Sarpas, utilizado para o gerenciamento das aeronaves. O equipamento pode ser transferido para o comprador, com os dados do novo proprietário.
Zedrone também explicou que uma pessoa pode ser proprietária de um drone sem possuir a certificação para operá-lo. O que não é permitido, segundo ele, é realizar a operação sem cumprir os requisitos necessários.
COMO PARTICIPAR DO CURSO
As inscrições para o curso de piloto de drone do dia 5 de setembro estão abertas. Para obter informações e realizar a inscrição, os interessados podem entrar em contato pelo telefone (73) 98885-8216 ou procurar o perfil @zedroneoficial no Instagram.
O treinamento terá oito horas de duração, com aulas teóricas e práticas e certificado reconhecido.
NOVOS EQUIPAMENTOS AMPLIAM POSSIBILIDADES DE CAPTAÇÃO
Durante a entrevista, Zedrone também apresentou um equipamento recém-lançado, o Avata 360, que, segundo ele, possui duas câmeras e permite a gravação em 360 graus.
A proposta é que o equipamento possa seguir em uma direção durante a captação, enquanto a escolha do enquadramento seja feita posteriormente, durante a edição.
Zedrone contou que busca investir em novos equipamentos para oferecer essa experiência aos alunos e também ampliar os conteúdos produzidos para as redes sociais.
Ele destacou ainda a importância de, além de aprender a operar o drone, desenvolver conhecimentos de fotografia e construir um portfólio.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL JÁ PRODUZ IMAGENS COM APARÊNCIA DE DRONE
Outro tema abordado foi o avanço da inteligência artificial na produção de imagens semelhantes às captadas por drones.
Vila Nova afirmou que existem aplicativos nos quais o usuário pode indicar um destino ou utilizar uma fotografia como referência para gerar uma imagem com aparência de captação aérea.
Apesar disso, Zedrone disse não acreditar que a inteligência artificial vá eliminar o trabalho dos pilotos de drone. Para ele, uma imagem real possui características que a diferenciam de uma imagem gerada artificialmente.
O entrevistado afirmou que utiliza a inteligência artificial como complemento ao trabalho, mas não como elemento principal, porque considera que o resultado pode ficar genérico.
Ele também chamou atenção para a possibilidade de a inteligência artificial utilizar imagens produzidas por profissionais e defendeu a necessidade de regulamentação sobre o uso dessas produções.
TECNOLOGIA PODE AJUDAR NA IDENTIFICAÇÃO DE DRONES
A identificação de drones também foi discutida durante a entrevista. Zedrone explicou que já existem dispositivos capazes de identificar a localização do operador e do equipamento.
Segundo ele, essa tecnologia é utilizada, inclusive, em aeroportos. No Brasil, entretanto, o sistema ainda não estaria no mesmo nível de avanço existente nos Estados Unidos.
Zedrone explicou que, em uma situação de operação irregular, o drone precisa retornar ao operador. A trajetória de retorno pode auxiliar na identificação de quem está comandando o equipamento.
Ele também destacou que existem registros dos voos. Conforme explicou, os aplicativos dos drones armazenam informações e, com acesso ao celular e ao rádio controle, é possível identificar o que foi realizado durante a operação.
Para Zedrone, as forças de segurança estão cada vez mais investindo nesse tipo de tecnologia, que, segundo ele, deve avançar ainda mais.
Confira a entrevista completa:
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