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FILHO DE PEDREIRO MORTO APÓS AGRESSÃO EM ILHÉUS RELATA DIFICULDADE PARA REGISTRAR BOLETIM DE OCORRÊNCIA

FILHO DE PEDREIRO MORTO APÓS AGRESSÃO EM ILHÉUS RELATA DIFICULDADE PARA REGISTRAR BOLETIM DE OCORRÊNCIA
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 29/10/2026 09h48

Erick procurou a delegacia na segunda-feira (26), mas não fez o registro após receber orientações que, segundo ele, o levaram a acreditar que precisaria apresentar um laudo médico e estar acompanhado do pai. Comunicador Vila Nova chamou a atenção da 7ª Co

O filho do pedreiro Edvaldo Silva da Silva, que morreu na manhã desta quinta-feira (29), após ser agredido por cinco homens em Ilhéus, relatou ao programa O Tabuleiro que não conseguiu registrar o boletim de ocorrência na segunda-feira (26), quando procurou a delegacia para comunicar o caso.

A agressão aconteceu no último domingo, dia da eleição. Segundo Erick, ele foi informado de que precisaria apresentar um laudo médico e que seria melhor que o pai estivesse presente. Diante das orientações recebidas e por não compreender como deveria proceder, ele acabou não fazendo o registro naquele momento.

O caso chama a atenção para a importância de os cidadãos receberem informações claras sobre os procedimentos policiais, especialmente em situações nas quais a vítima está ferida ou impossibilitada de comparecer pessoalmente à delegacia.

O comunicador Vila Nova chamou a atenção da 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (7ª Coorpin) para a situação, destacando a necessidade de mais atenção no atendimento e na orientação prestada à população.

Embora os procedimentos possam variar conforme o tipo de ocorrência e os serviços disponíveis, a presença da vítima não é uma exigência geral para o registro de boletim de ocorrência. Familiares e testemunhas podem comunicar fatos à polícia, e o registro eletrônico também pode estar disponível, conforme as regras aplicáveis.

Edvaldo foi agredido no domingo (25 de outubro), dia da eleição, na ladeira do Canecão, enquanto voltava do trabalho para casa. De acordo com a família, ele usava uma camisa verde com um adesivo do número 13. Após o ataque, conseguiu subir a ladeira, mas foi encontrado ferido pelo irmão, sem a mochila e o celular.

O pedreiro sofreu ferimentos na cabeça, fraturou duas costelas e teve um dos rins comprometido. Apesar do atendimento médico, morreu no início da manhã desta quinta-feira.

A família informou ainda que há câmeras de segurança na rua onde ocorreu a agressão. As imagens podem ajudar a esclarecer as circunstâncias do caso e identificar os responsáveis.

Até o momento, não há informações sobre a identificação dos suspeitos nem sobre o andamento das investigações.

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