Aguarde, carregando...

O Tabuleiro

LULA E A BAHIA: UMA HISTÓRIA DE AMOR ESCRITA COM CONFIANÇA, OBRAS E VOTOS

LULA E A BAHIA: UMA HISTÓRIA DE AMOR ESCRITA COM CONFIANÇA, OBRAS E VOTOS
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 28/08/2026 13h47

A proximidade política com lideranças baianas atravessa décadas e se traduz em apoio eleitoral, investimentos bilionários e projetos estratégicos para o estado

Lula nunca fez cerimônia para falar de seu amor pela Bahia. Já disse que, em outra encarnação, deve ter nascido baiano de tanto que ama esta terra. Ao longo dos anos, voltou ao assunto de diferentes maneiras, falou do “carinho” pelos baianos e fez do estado uma passagem permanente em sua trajetória política. Não apenas nas urnas. Algumas das relações de maior confiança de sua vida pública nasceram ou se consolidaram aqui.

A Bahia correspondeu. Desde 2002, tornou-se um dos territórios eleitorais mais fiéis a Lula. Em 2022, depois de seis anos fora do Palácio do Planalto e dos 580 dias de prisão em Curitiba, mais de 6 milhões de baianos votaram nele no segundo turno: 72,1% dos votos válidos. Era uma escolha política, naturalmente, mas carregava uma relação construída durante duas décadas.

Naquela mesma eleição, Lula colocou seu prestígio na candidatura de Jerônimo Rodrigues, então pouco conhecido fora do estado. “Vocês sabem o carinho que tenho por essa terra e por essa gente tão querida”, disse em vídeo. E tratou de situar Jerônimo numa história que vinha de longe: Wagner começara, Rui continuara e “esse trabalho não pode parar”. Jerônimo venceu.

A aposta virou parceria de governo. Lula e Jerônimo passaram a compartilhar inaugurações, anúncios, viagens e políticas públicas em favor da população. Há entre os dois uma desenvoltura que pouco lembra a formalidade habitual entre presidente e governador. Lula demonstra confiança em Jerônimo, o inclui em sua própria narrativa política e volta repetidamente à Bahia para estar ao seu lado.

Boa parte dos grandes projetos hoje em andamento no estado nasceu dessa articulação entre Brasília e Salvador. A carteira do Novo PAC na Bahia chegou a cerca de R$ 105 bilhões, a maior do Nordeste, com mais de 2 mil empreendimentos. A Ponte Salvador-Itaparica, com obras já iniciadas, movimenta R$ 11,6 bilhões, com participação direta da União. O governo federal colocou cerca de R$ 1,1 bilhão no VLT e também participa de investimentos em metrô, saneamento, encostas, drenagem, saúde, abastecimento de água e moradia.

Com Jaques Wagner, porém, a história vem de muito antes de qualquer obra. Nasceu no movimento sindical, quando nenhum dos dois ocupava palácio algum, atravessou a fundação do PT, campanhas presidenciais, derrotas e vitórias. Quase meio século depois, Lula ainda se refere a Wagner como companheiro de longa data. Resumiu essa espécie de vínculo numa frase: “Nem todo irmão é amigo, mas todo amigo é um irmão”. Quando reassumiu a Presidência, entregou a ele uma das missões políticas mais delicadas de Brasília: liderar seu governo no Senado.

Rui Costa recebeu outra demonstração de confiança. Lula lhe deu a Casa Civil, centro de coordenação do governo e endereço do Novo PAC. Na despedida de Rui do ministério, em 2026, foi além dos elogios protocolares. Disse que quem precisasse de alguém “honesto, com competência e vontade” poderia levar Rui Costa e afirmou nunca ter tido uma Casa Civil com tamanha capacidade de encontrar soluções.

Foi nesse período que a presença federal voltou a ganhar peso também na indústria baiana. A Petrobras anunciou quase R$ 3 bilhões para a construção de seis navios no Estaleiro Enseada, em Maragogipe; a Fafen, em Camaçari, retomou a produção. Desde 2023, o BNDES aprovou mais de R$ 23 bilhões para projetos na Bahia, enquanto o Minha Casa, Minha Vida voltou a espalhar empreendimentos pelo estado.

Há ainda uma ligação de Lula com a Bahia que não cabe em planilhas. O 2 de Julho tornou-se também uma data sua. Lula caminhou com os baianos, participou repetidamente do cortejo e defendeu que o Brasil reconhecesse uma história que durante muito tempo permaneceu confinada aos livros e às ruas da Bahia: a Independência só se completou quando as tropas portuguesas foram definitivamente expulsas daqui. Em 2026, sancionou a lei que transforma Salvador, simbolicamente, na sede do governo federal a cada 2 de Julho.

Deixe seu comentário para LULA E A BAHIA: UMA HISTÓRIA DE AMOR ESCRITA COM CONFIANÇA, OBRAS E VOTOS

* Campos obrigatórios
Avalie Este Conteúdo: 1 2 3 4 5

Veja também:

Confira mais artigos relacionados e fique ainda mais informado!