MAGNO LAVIGNE DEFENDE MELHORIAS HABITACIONAIS E DIZ QUE MANDATO SERIA FOCADO EM GERAÇÃO DE RENDA
Candidato critica falta de propostas na política, defende qualificação profissional e aponta habitação, conectividade e políticas para povos indígenas entre prioridades
A situação das habitações consideradas subnormais foi um dos temas abordados por Magno Lavigne durante entrevista ao programa O Tabuleiro, da Rádio Ilhéus FM, nesta segunda-feira (28). Ao comentar as condições encontradas em diferentes áreas da Bahia, o candidato a deputado estadual pelo Rede afirmou que governos estaduais e municipais precisam ampliar as ações de melhoria habitacional.
Magno citou situações observadas em Salvador e também mencionou a realidade de municípios do interior. Segundo ele, não se trata apenas de retirar moradores de determinadas áreas, mas de buscar intervenções que melhorem as condições de vida sem necessariamente provocar o deslocamento das famílias. “Eu acho que tem que investir o tempo todo. Não é uma coisa de você dizer que vai solucionar um problema porque tem a questão da localização das pessoas, da pessoa gostar de morar no lugar, está perto do trabalho, a vida ali", afirmou.
Ele defendeu intervenções como abertura e ampliação de becos, melhorias sanitárias e adequações no abastecimento de água. “Se você alarga um beco, você já melhorou a vida. Se você faz um banheiro decente, você já melhorou a vida. Então tem que ter uma ação”, disse.
Magno também chamou a atenção para problemas de saneamento e abastecimento de água e defendeu a ampliação de programas de melhoria habitacional. “Eu chamo a atenção inclusive do governador Jerônimo, das autoridades todas: tem que ampliar os programas de melhoria habitacional”, afirmou.
Na sequência, o candidato ampliou a discussão para a desigualdade de renda na Bahia e questionou quais propostas os candidatos apresentam para melhorar a renda da população. “Existe uma brutal desigualdade de distribuição de renda na Bahia ainda”, declarou.
Para Magno, a qualificação profissional deve ocupar um espaço central nesse debate. Ele afirmou que não pretende ser um deputado estadual que apresente propostas genéricas para diferentes áreas, mas concentrar sua atuação na qualificação e no aumento da renda. “Eu quero ser o deputado estadual da qualificação profissional. Eu quero ser o deputado estadual que vai trabalhar todo dia pelo aumento de renda das pessoas”, afirmou.
Ao explicar a proposta, Magno destacou que a qualificação pode aumentar as possibilidades de inserção no mercado de trabalho e reduzir os períodos sem renda. Segundo ele, cursos de curta duração já podem criar novas oportunidades. “Eu estou falando de curso pequeno. Não estou inventando aqui formação universitária, nada. Estou falando de curso de 200 horas, de 150 horas, que dê a ele a possibilidade de ter um ganho, de botar uma graninha no bolso”, explicou.
O candidato também relacionou a qualificação à autoestima de pessoas que enfrentam períodos prolongados de desemprego. “Você levanta a autoestima da pessoa. É aquele empurrão que a gente precisa na vida e você dá à pessoa para poder andar”, afirmou.
Magno disse que pretende manter esse foco caso seja eleito. “Eu vou focar o mandato na qualificação profissional, focar o mandato no aumento de renda das pessoas”, declarou.
Ao falar sobre sua caminhada pela Bahia, ele afirmou que as visitas a quase 140 municípios contribuíram para ampliar sua compreensão sobre os problemas do estado. Apesar disso, disse que a estratégia inicial de sua candidatura permanece concentrada na geração de renda. “A gente tem que ter capacidade de aprender sempre. Quem parou de aprender morreu. E o fato de eu ter caminhado aqui, quase 140 municípios, visitado, conversado com gente, certamente modificou minha visão acerca das coisas que eu conhecia”, afirmou.
Magno também destacou a falta de conectividade como outro problema observado durante a campanha. Para ele, o acesso à internet interfere diretamente nas oportunidades, principalmente para a população mais pobre. “Como é que você vai ter uma situação de resolver o problema se você não tem conectividade, se o mundo está todo vinculado à inteligência artificial, à conectividade?”, questionou.
Ao avaliar as ações que já estão sendo realizadas na Bahia, Magno afirmou que não considera correto dizer que nada foi feito. Ele citou como exemplo as escolas de tempo integral que, segundo ele, vêm transformando a estrutura educacional em municípios do interior. “Eu estou vendo a revolução que são essas escolas de tempo integral no interior do estado. Vila, em grande parte dos municípios da Bahia, o prédio mais bonito hoje é uma escola”, afirmou.
Para Magno, a estrutura dessas unidades pode ampliar o acesso de crianças e adolescentes a atividades culturais, esportivas e de convivência. “Você tem uma escola no local que passa a ser o centro cultural da cidade toda, onde tem o teatro, piscina, onde tem a quadra coberta”, disse.
Apesar dos avanços que afirmou reconhecer, o candidato defendeu que o deputado estadual mantenha independência para cobrar e apontar problemas. "Tem coisas muito boas acontecendo no estado da Bahia. Não pode se chegar e dizer que não tem modificações. Tem modificações muito grandes, mas tem muita coisa para fazer”, afirmou.
Magno disse ainda que não pretende exercer um eventual mandato de forma subordinada ao governo. “Eu não sou subserviente a ninguém. Eu não quero ser deputado para poder ser deputado para dizer assim: porque tudo o que o governo fez está certo”, declarou.
Na entrevista, ele também mencionou demandas relacionadas aos povos indígenas. Ao falar sobre sua participação em uma caminhada em memória dos mártires do massacre do Rio Cururupe, afirmou que ainda existem questões a serem enfrentadas nas áreas de educação, saúde e infraestrutura. “Vendo a luta daquele povo, você percebe que ainda tem ações, por exemplo, na área de educação indígena que precisam ser melhoradas, na área de saúde indígena que precisam ser melhoradas, na questão das estradas que precisam ser melhoradas”, afirmou.
Magno também citou a possibilidade de utilização do turismo e de outras atividades econômicas como instrumentos de geração de renda para comunidades indígenas. “Se aproveitar essa oportunidade para geração de atrativos turísticos, de inserção do povo Tupinambá de uma forma melhor na economia, você vai melhorar a renda das pessoas também. E aí volta para o mesmo assunto que eu falei: precisamos trabalhar o tempo todo pelo aumento de renda das pessoas.”
No encerramento da entrevista, Magno voltou a defender que os eleitores avaliem propostas dos candidatos e não apenas relações pessoais ou estruturas de campanha. “Não basta você chegar aqui no microfone e dizer que ama Ilhéus. Tem que ter proposta. Amor é um negócio pessoal. Política é um negócio coletivo”, afirmou.
Ele também defendeu a valorização da democracia e manifestou apoio à reeleição do presidente Lula.
“Eu acredito muito na democracia. [...] A primeira tarefa da política hoje, de quem está cuidando do país mesmo de verdade, é a reeleição do presidente Lula. Eu estou trabalhando muito fortemente nisso, obviamente, no meu tamanho, sem querer ser maior do que eu sou, mas trabalhando todos os dias para o presidente Lula”, declarou.
Magno encerrou afirmando que considera a política um instrumento capaz de produzir mudanças na vida das pessoas e disse estar satisfeito com a oportunidade de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia. “Se eu tiver um mandato, vou honrar cada voto das pessoas que confiaram em mim”, afirmou.
Confira a entrevista completa:
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