MORADORES DE ILHÉUS DENUNCIAM ABANDONO E COBRAM PROVIDÊNCIAS APÓS ARROMBAMENTO DO ANTIGO GENERAL OSÓRIO, EM ILHÉUS
Morador voltou a cobrar providências da gestão municipal após relatar acesso irregular ao prédio histórico e risco ao patrimônio público
Ouvintes do programa O Tabuleiro, da rádio Ilhéus FM, voltaram a denunciar nesta quinta-feira (22) a situação de abandono do prédio do antigo Grupo Escolar General Osório, no centro de Ilhéus. Uma porta de acesso ao imóvel, localizada ao lado do ponto de ônibus da rua Tiradentes, foi arrombada e permanece aberta há pelo menos dez dias, permitindo a entrada irregular de pessoas no local. No dia 12 de janeiro, um ouvinte enviou uma mensagem ao programa alertando que pessoas em situação de rua teriam quebrado uma das portas do prédio e estariam circulando livremente pelo interior do imóvel. Na ocasião, ele relatou que dois homens chegaram a sair do local, em plena luz do dia, carregando pastas nas mãos. O ouvinte também demonstrou preocupação com o risco de vandalismo e possível desaparecimento de documentos históricos guardados no prédio, além do temor de que a situação possa resultar em uma tragédia semelhante à ocorrida no prédio da União Protetora.

Dez dias depois, ao passar novamente pelo local, o ouvinte constatou que nenhuma providência havia sido tomada. Em nova mensagem ao programa, ele afirmou que a porta continua arrombada e que o acesso segue livre. O morador ressaltou que não cobra da atual gestão municipal uma reforma completa do imóvel, reconhecendo a falta de recursos. Ainda assim, ele apontou o que classificou como falta de sensibilidade histórica diante da ausência de medidas simples, como o conserto da porta, a instalação de um tapume ou o reforço de rondas da Guarda Municipal para impedir o acesso indevido.
A denúncia reacende um problema já abordado pelo O Tabuleiro em reportagem exibida em 30 de outubro de 2025, quando o General Osório foi tema de uma série especial sobre casarões históricos abandonados de Ilhéus. O prédio, inaugurado em 31 de dezembro de 1915 como a primeira escola pública da cidade e que posteriormente funcionou como Biblioteca Municipal Adonias Filho, foi apresentado como símbolo do abandono do patrimônio histórico.
Na ocasião, a reportagem relembrou que, em abril de 2025, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 500 mil da Prefeitura para obras de conservação do imóvel. Apesar do anúncio oficial, feito em junho do mesmo ano, de que seriam iniciadas manutenções emergenciais, incluindo intervenções no telhado, na estrutura interna e a implantação de vigilância 24 horas, o prédio continuava apresentando sinais visíveis de degradação.
Passados meses desde a veiculação da reportagem e diante das novas denúncias feitas por ouvintes, o antigo General Osório volta ao centro do debate público, agora não apenas pelo abandono estrutural, mas também pela fragilidade na proteção do espaço. Para moradores e ouvintes do programa, a situação evidencia a necessidade de ações imediatas, ainda que paliativas, para evitar danos maiores a um dos mais importantes marcos da história educacional e cultural de Ilhéus.
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