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SENADO: RUI FICA EM PRIMEIRO E WAGNER FOI O QUARTO EM ILHÉUS

SENADO: RUI FICA EM PRIMEIRO E WAGNER FOI O QUARTO EM ILHÉUS
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 08/10/2026 11h49

José Nazal avalia desempenho dos candidatos ao Senado e atribui força da votação de Rui Costa na Bahia à trajetória política do ex-governador

A votação para o Senado apresentou, em Ilhéus, um resultado que chamou a atenção do memorialista e historiador José Nazal. Durante entrevista ao programa O Tabuleiro, da Rádio Ilhéus FM, nesta quinta-feira (08), ele destacou a liderança de Rui Costa na Bahia.

SENADO: RUI FICA EM PRIMEIRO E WAGNER FOI O QUARTO EM ILHÉUS

Ao analisar os resultados estaduais, Nazal afirmou que Rui Costa venceu em 363 municípios baianos. João Roma apareceu na frente em 24, Angelo Coronel em 15 e Jaques Wagner em 14. Segundo ele, houve ainda um empate em Brejolândia entre Rui e Wagner. “Rui venceu em 363 municípios. Roma, 24. Coronel, 15. Wagner, 14. Deu um empate em Brejolândia”, afirmou.

Na avaliação de Nazal, o desempenho de Wagner foi afetado pelo desgaste provocado por questões relacionadas à própria candidatura. O historiador ressaltou que não pretendia julgar o mérito dos problemas mencionados, mas considerava esse um elemento da realidade eleitoral.

Ao trazer a análise para Ilhéus, Nazal destacou que Wagner terminou em quarto lugar na votação para o Senado. Para ele, o resultado também precisa ser observado dentro da composição da chapa e da força eleitoral de Rui Costa.

Nazal avaliou que Rui Costa teve uma votação expressiva e classificou seu desempenho como um “fenômeno”. Na análise do entrevistado, a votação de Rui também teria relação com uma espécie de reconhecimento à trajetória política do ex-governador. “Eu ouvi algumas pessoas falando isso também. Inclusive gente que não vota no PT”, afirmou Nazal, ao comentar relatos de eleitores que diziam que votariam em Rui Costa mesmo sem se identificar com o partido.

O historiador também comparou a eleição para o Senado com outros pleitos e citou situações em que um candidato teria se beneficiado da força de outro nome da mesma composição. Para Vila Nova, esse tipo de movimento é comum em disputas majoritárias. “É muito comum o Senado pegar carona”, afirmou. Como exemplo, ele mencionou campanhas anteriores de candidatos ao Senado que teriam concentrado esforços em determinado nome depois que outro candidato da chapa já apresentava uma situação mais confortável na disputa.

Na leitura de Vila Nova, algo semelhante teria ocorrido com Wagner. Segundo ele, a força eleitoral de Rui Costa teria contribuído para a composição, enquanto setores da campanha teriam concentrado esforços para garantir a eleição de Wagner diante da possibilidade de disputa pela segunda vaga. “A turma focou pra garantir essa vaga de Wagner que poderia ter sido tomada por Roma”, afirmou.

Nazal voltou a destacar a força da votação de Rui e afirmou que o ex-governador teria chegado ao resultado por uma trajetória construída ao longo dos anos.

A análise apresentada por Nazal faz parte do levantamento que ele vem realizando após a eleição, com a tabulação dos resultados e a comparação das votações por localidades e seções eleitorais.

Confira a entrevista completa: 

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