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“EU FUI ROMÂNTICA PARA A POLÍTICA”, DIZ DRA. RAÍSSA SOARES AO EXPLICAR FRUSTRAÇÃO COM BASTIDORES DA POLÍTICA PARTIDÁRIA

“EU FUI ROMÂNTICA PARA A POLÍTICA”, DIZ DRA. RAÍSSA SOARES AO EXPLICAR FRUSTRAÇÃO COM BASTIDORES DA POLÍTICA PARTIDÁRIA
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 14/01/2026 11h55

Em entrevista ao programa O Tabuleiro, da rádio Ilhéus FM, médica relata choque entre sua visão inicial da política e a realidade do sistema, fala sobre permanência no PL e anuncia pré-candidatura a deputada federal

A médica Dra. Raíssa Soares afirmou que entrou na política com uma visão idealizada e que isso foi determinante para os conflitos que viveu dentro do partido. A declaração foi feita durante entrevista ao programa O Tabuleiro, da rádio Ilhéus FM, nesta quarta-feira (14), conduzida pelo comunicador Vila Nova.

“Eu fui romântica para a política”, disse Raíssa ao comparar sua trajetória política com sua experiência na medicina. Segundo ela, ao chegar ao ambiente partidário, acreditava que poderia atuar da mesma forma que age como médica, compartilhando conhecimento, ensinando caminhos e construindo coletivamente.

“Eu cheguei com esse coração. Eu cheguei com o coração de que eu seria, nossa, vem cá, eu vou te ensinar esse caminho, eu vou te ensinar esse cenário, você vai aprender como é que funciona a política partidária”, afirmou. Na sequência, reconheceu que essa expectativa não se confirmou: “Então, até eu entender que… não é possível, me isolam, me ignoram”.

Ao ser questionada por Vila Nova se permanecia no Partido Liberal (PL), Dra. Raíssa respondeu de forma direta: “Sim”. Ela explicou que, com o tempo, passou a compreender a política de forma diferente da medicina, usando novamente uma metáfora médica para explicar sua leitura do cenário nacional. “A nossa política brasileira, ela está na UTI”, disse, acrescentando que o sistema exige alinhamento de projetos e atuação coletiva.

“Eu fui entendendo que eu não estou na medicina… eu posso olhar para a política com o olhar de querer cuidar do povo, como eu cuido individualmente, eu posso cuidar coletivamente”, afirmou.

Durante a entrevista, ela relatou que decidiu não deixar o PL após uma conversa intermediada pelo presidente nacional da sigla, Valdemar da Costa Neto, com o ex-ministro João Roma. “Então eu optei por não sair do PL… nós colocamos um ponto e retomamos. Ele faz a forma dele trabalhar, e eu caminho”, declarou.

Questionada sobre a vice-presidência do partido, Raíssa confirmou que não ocupa mais o cargo. Ela disse que soube da decisão pela imprensa, mas afirmou que hoje encara o episódio como parte do processo político. “Muito obrigada, imprensa, que me disse. Mas a gente não tem mais a Raissa mimizenta… seguimos o projeto”, afirmou.

Raíssa explicou ainda que decidiu permanecer no PL por entender que foi ali que iniciou sua trajetória política. “Eu nasci politicamente no PL”, disse, lembrando que foi convidada pelo então presidente Jair Bolsonaro para disputar o Senado. Ela destacou que recebeu mais de um milhão de votos na eleição: “Um milhão e cinquenta e sete mil e oitenta e cinco votos”.

Ao avaliar a candidatura ao Senado, reconheceu que houve um erro estratégico. “Foi um equívoco se eu quisesse ser política. E naquele momento eu não queria ser política”, afirmou. Segundo ela, a motivação inicial foi a indignação diante de ataques que sofreu como médica. “Eles tentaram me destruir moralmente na medicina… porque eu levantei uma bandeira de salvar vidas”, disse.

Raíssa afirmou que não se arrepende da trajetória. “Pode ter sido o equívoco no tabuleiro político. Mas eu não me arrependo da trajetória. Eu conheci a Bahia, amadureci”, declarou, destacando que a experiência lhe permitiu compreender melhor os bastidores e os processos políticos.

Ao ser questionada se teria sido uma grande senadora caso fosse eleita, respondeu com convicção: “Eu não seria baixo clero… eu sou movida a desafio”. 

Dra. Raíssa anunciou que se coloca como pré-candidata a deputada federal. “Hoje eu já falo que eu sou uma pré-candidata de deputada federal”, afirmou, explicando que deseja atuar na Câmara para defender projetos estruturantes e ser “a voz do povo baiano dentro do Congresso”.

Ela também fez críticas ao radicalismo político, à corrupção e ao uso excessivo de emendas parlamentares sem projetos estruturais. Para Raíssa, o foco deve ser em leis federais que gerem impacto real nos estados e municípios. “É agir por projetos, por ideias, e não por bases ideológicas”, concluiu.

Confira a entrevista completa: 

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