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O Tabuleiro

EUGÊNIO BADARÓ

EUGÊNIO BADARÓ

UMA CIDADE INTELIGENTE É UMA CIDADE QUE VALORIZA OS SEUS RECURSOS HÍDRICOS NATURAIS.

O índice de inteligência das cidades não se mede apenas pela quantidade de dispositivos onde está escrita a palavra smart, isto é, mais do que sensorizada, conectada e monitorizada, uma cidade inteligente é cada vez mais uma cidade onde seja bom viver! Tudo o resto são ferramentas de gestão, de auxílio à decisão e de prevenção de catástrofe. De fato, os modelos de desenvolvimento urbano, associados ao contexto das alterações climáticas, têm causado, o que conhecemos por “eventos extremos”, que são, períodos curtos mas de intensa pluviosidade, em se tratando de alagamentos Este padrão de precipitação, combinado com a crescente impermeabilização dos solos em meio urbano, traduz-se num aumento súbito dos caudais que não têm correspondência na capacidade de transporte das infraestruturas hídricas existentes, que sofre processos erosivos e de arrastamento de resíduos para o corpo hídrico costeiro e interno. É neste contexto que a gestão destes sistemas assume uma importância crescente e deverá fazer parte da estratégia de desenvolvimento do espaço urbano, devendo estar integrada nos instrumentos de ordenamento do território. A água pluvial deverá ser entendida como um recurso valorável através de múltiplas formas como seja o seu reaproveitamento para usos não potáveis no meio urbano. Por sua vez, as soluções urbanísticas devem privilegiar as opções que promovam os processos de infiltração das águas nos solos, servindo assim, para reforçar as reservas subterrâneas de água, aumentando a retenção nos espaços públicos, criando zonas húmidas, benéficas para a conservação da biodiversidade Por conta disso, os recursos hídricos naturais têm um papel central cada vez maior nas cidades (inteligentes). Hoje (e a pandemia de Covid-19 veio alavancar ainda mais esta ideia), e é claro que uma cidade atrativa é aquela que oferece à população espaços naturais, saudáveis e ambientalmente valorizados e ao mesmo tempo contribui para a descarbonização, uma vez que uma gestão “ativa das linhas de água” potencializa mecanismos de “sequestro de carbono”, essencial para a promoção da redução da pegada carbónica das cidades. Uma cidade onde é bom viver é uma cidade moderna, bem infraestruturada, digital e acessível e com modernos meios de comunicação e transporte, mas também que conviva com os espaços verdes e linhas de água despoluídas que estejam “ao serviço” do cidadão. Sempre ao serviço do Cidadão. O meio ambiente de mãos dadas com a inovação tecnológica assume-se como fundamental para o aumento da qualidade de vida das cidades, sendo certamente um dos fatores de escolha para cidadãos cada vez mais globais e num mundo em que as próprias cidades estão competindo para captar pessoas e empresas. Eu sou Eugênio Badaró, especialistas em Cidades Inteligentes e Sustentáveis

Por: Redação O Tabuleiro
Dia 25/03/2021 13h52